O transito está ficando cada vez mais medonho, há coisas que acontecem que não se pode imaginar, acidentes que aconteciam somente em auto-estradas e grandes metrópoles começaram a acontecer na frente de nossas casas.
Mas há explicações bastante óbvias para essa bizarresca nova realidade: mais carros nas ruas, carros mais potentes, maior uso corriqueiro, falta de habilidade de alguns motoristas, falta de experiência de muitos motoristas, imprudência de outros, etc.
Algumas dessas coisas não podem ser corrigidas com muita facilidade (talvez nem com dificuldade) porque fazem parte do "progresso", e aí o buraco é mais embaixo. Mas diminuir o uso corriqueiro é uma tarefa que depende apenas de nós, de nos acostumar a erguer nossos traseiros gordos e ir no mercadinho da esquina a pé, depende de exigirmos melhorias no transporte público para que tenhamos condições de trocar carros por ônibus quando possível.
A falta de experiência é imposição do código de transito, acho que poderiam existir áreas de treinamento onde pessoas com pouca experiência pudessem treinar além das 20 horas durante o processo de habilitação ou após terem seu documento em mãos.
Mas o pior dos motivos de acidentes que vejo é a disparidade, os abobados que querem ultrapassar todo mundo (na maioria das vezes sem sinalizar) são um problema para a segurança do transito, mas são tão perigosos quanto as lesmas que se arrastam fazendo todos os ultrapassarem. Essas duas situações alteram o fluxo e quando isso acontece há grandes chances acontecerem acidentes. Por isso eu sempre digo "go with the flow". Quando todos andam com o fluxo, não existem motivos para acidentes, andando a 110 km/h na FreeWay ou a 20 km/h na Av. da Azenha só terá uma colisão se alguém estiver em velocidade diferente. Portanto, é preciso respeitar a sinalização, os pedestres e os outros condutores. E chega de colocar a culpa nos outros, temos que fazer uma auto-análise e ver se não estamos tentando ser os donos da rua.
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