terça-feira, 15 de novembro de 2011

Meia verdade

O que mais tenho percebido ultimamente são as meias verdades, notei que são elas que constroem nosso cotidiano. É extremamente fácil encontrar exemplos, basta assistir dois noticiários em emissoras diferentes. Pronto! Está feito! As meias verdades são movidas pelo interesse, informações são dadas como se quer, como convém. Ninguém no mundo mente, quem mente é burro, burro e ingenuo, podemos transformar um fato completamente sem dizer mentira alguma. Todos falamos meias verdades, isso é fato! Quem conhece um perdedor assumido? Ninguém que conheço fala de suas derrotas abertamente (na verdade há umas raríssimas exceções), todo mundo é vencedor, todos somos os melhores, etc. Essa superioridade individual me cansa, isso me enjoa.
As informações que recebemos são distorcidas, e quando repassamos as mudamos. Escondemos o que queremos, mostramos só coisas belas ou terrivelmente absurdas, queremos parecer os melhores do mundo ou os mais coitados. Nossa dor é sempre a maior, só esquecemos de dizer que já temos o remédio perfeito; nosso problema é sempre o pior, só não dizemos que já temos a solução. Somos nossos próprios mártires e nos mostramos assim usando a melhor ferramenta que dispomos: a meia verdade.
O que nos constrói nos consome, é com as meia verdades que nos construímos...
O dom da omissão está em todos nós, é por ele que somos enganados, a mentira é uma entidade em extinção.

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